segunda-feira, 26 de março de 2018

Eleições e o marketing digital

Olimpio Guarany*
 As eleições gerais de outubro próximo serão uma das mais atribuladas  da história politica brasileira pós-ditadura. Devido a crise política e os traumas que população vem sofrendo com os acontecimentos dos últimos anos, com os solavancos que a economia tem tomado e pela descrença que se instalou grande parte dos eleitores, esta será uma eleição onde a rejeição à políticos de carreira será, talvez, a maior da história. Ao que se pode prever, nestas eleições, teremos a maior renovação de congressistas de todos os tempos, tudo por conta do que o país viveu nesses últimos anos. Não precisa ser um especialista para entender que as circunstância abrem caminho para novos candidatos, em todas as esferas. Cidadãos comuns terão ampla aceitação, sobretudo se já tiverem uma imagem sedimentada de ativismo em causas populares, se bem trabalhados terão grandes chances.
O maior inimigo do candidato às eleições de 2018 chama-se “tradicionalismo”. O candidato à moda antiga ainda se preocupa demasiadamente com os santinhos, com os adesivos, com a opinião do marketeiro, quando na realidade o desempenho de sua campanha e, consequentemente de sua votação, vai depender da estratégia montada com base no marketing digital.
Não perder os votos amealhados nas reuniões, eventos, marketing convencional também depende diretamente do marketing político digital, é o que nós chamados de inbound marketing, criar uma jornada de conversão.
Os potenciais candidatos deste ano devem ter em mente que, devido ao acesso fácil da população a comunicação digital, será necessário destinar uma boa parte da verba de campanha para o marketing digital. Levantamento feito pela entidade que reúne os profissionais de marketing digital revela que em 2014 foram destinados apenas 10% da verba de campanha para este setor. Especialistas defendem que aumentar o investimento em marketing digital ainda sai muito mais barato do que o marketing convencional.  A pesquisa mostra porque deve-se investir mais em propaganda digital do que impressa, por exemplo. Um ponto a se considerar é a fortíssima rejeição que os jovens tem à impressos. Nem olham, se desfazem imediatamente e ainda ralham que estão sujando o planeta. Ou seja, uma campanha digital, além de mais barata, é ecologicamente correta.
O sucesso das duas últimas campanhas nos Estados Unidos que elegeram Obama e Trump servem como referência e sustentação para a tese de que um bom investimento em marketing digital produz excelentes resultados eleitorais.
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Olimpio Guarany é jornalista, economista e professor universitário.

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