terça-feira, 7 de novembro de 2017

Análise política

O caminho do Senado

Olimpio Guarany


Eu posso imaginar como anda a cabeça de Waldez Góes quando o assunto é escolha dos nomes para compor com ele a chapa ao Senado. Mesmo sendo duas vagas, os pretendentes já passam do dobro, enquanto que outras chapas andam cassando candidatos. E, isso é bom? Pode ser. Mas é certo que dá muita dor de cabeça na hora de fazer a compoisição considerando um espectro tão amplo como é o da base governista. O bloco é tão grande e diverso que vai exigir muita conversa.
O lançamento do nome do empresário Jaime Nunes (PROS) pode ter elevado o nível de especulação. Todo cuidado é pouco para evitar milindres, mas na hora certa o governador terá que quebrar os ovos para fazer o omelete. Por enquanto, o ambiente é tranquilo e Waldez navega em águas de almirante.
No grupo que tem Randolfe Rodrigues (REDE), Clécio Luis (REDE), Davi Alcolumbre (DEM) e Promotor Moisés (PATRIOTA), um espectro de aliança tão diverso ideológicamente, revela um cenário, digamos, calmo. O lugar de Randolfe na chapa é certo, tendo o outro reservado ao Promotor Moisés, fruto de acordo de 2016. Na raia onde corre Capi, a situação é bem ao contrário do que ocorre na base governista. Lá, simplesmente, há dificuldade de nomes para o Senado. Tendo Capi ao governo, o grupo Capiberista pode ter chapa pura e, dentro do PSB fala-se nos nomes de Camilo, Ruy Smith e Cristina Almeida, mas nada defitivo. Capi ainda alimenta o sonho do rompimento da REDE com o DEM. A idéia é unir as esquerdas, algo surreal na atual conjuntura.

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