segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Buscando uma saída

Olimpio Guarany

Nunca neguei minha formação ideológica de esquerda.  Não de esquerdopata, o esquerdista doentio, fanático. Aquele que acha  que não possui pecado. Que por defender o esquerdismo é alguma espécie de "santo,  tampouco como aqueles que se infiltraram e construíram um discurso "progressista", mas que na prática agem sob o manto da corrupção, despidos de espirito público, detentores de uma visão míope e curta, muitas vezes incapazes de entender o cenário que compõe o mundo atual.
A esquerda do pensamento atrasado foi banida da Europa ainda na década de 80 do século XX. Vide Polônia de Walessa, um desastre na gestão e um descalabro em corrupção. Outros contemporaneous seus como aqueles da cortina de ferro enfeixados na União Soviética que hoje traçam caminhos diferentes daqueles do atraso, sem contar os remanescentes que caíram depois. O renascimento se deu com a social democracia instalada na Alemanha. Uma das agremiações democráticas mais antigas do mundo, o Partido Social-Democrata da Alemanha, nasceu das lutas dos trabalhadores no século 19 para se tornar uma das forças dominantes da política do país. A social democracia não é , portanto, um rebento novo. Há cerca de 150 anos Ferdinand Lassale liderava o movimento dos trabalhadores alemães. Esse mesmo e antigo Partido Social Democrata Alemão, como disse,  inspirado no movimento operário foi capaz de se modernizar ao ponto de colocar a Alemanha na vanguarda do mundo globalizado. Aqui no Brasil só agora, no alvorecer do século 21, a esquerda  disfarçada chegou ao poder para, exatos 13 anos após, ser rechaçada nas urnas. Uma derrota fragorosa. Os números revelam a rejeição a política esquerdista implantada erroneamente no país. Dos mais de 5.500 municipios, o PT e os partidos alinhados à sua esquerda, amealharam pouco mais de 6% dos votos, elegendo só 345 prefeitos. Essa é a prova irrefutável de que a população brasileira votou contra o modelo implantado pelo petismo.
Diante de tamanho fracasso, o PT e outros aliados se mobilizaram, usando a galerinha jovem, às vezes sem formação ideológica, fazendo-a de massa de manobra para ocupar as escolas da rede pública. Pronto. Era a senha que os esquerdopatas queriam dar ao Brasil, do tipo "olha nós estamos aqui. Só que esse expediente mais se parece a atitudes facistas, manipulando adolescentes para atender seus escusos interesses. Tamanha a irresponsabilidade que sequer cuidam daqueles que lhes servem de escudo, daí a morte do garoto em Curitiba dentro de uma escola ocupada.
É certo que boa parte da imprensa acha tudo isso muito bonito e até defende a tese ou endossa o discurso de que "se a escola é para os estudantes, e se nós somos estudantes, a escola, então, é nossa, e podemos invadir. Isso está certo? Até quando os alunos que querem estudar serão prejudicados? E olha que não são a maioria.
O Ministério Público Federal deve se posicionar. Não dá para admitir que até crianças sejam usadas por uma meia dúzia de esquerdopatas querendo marcar posição depois de sofrerem um revés histórico nas urnas. O resultado das eleições, indiscutivelmente, revela que o povo cansou do velho modelo petista que por sua vez manipula uma juventude, na maioria dos casos, desinformada ou despreparada, que serve apenas de instrumento para quem quer encontrar uma saída.
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Olimpio Guarany é jornalista, economista, publicitário e professor universitário.

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