segunda-feira, 30 de setembro de 2013

A vocação do porto

Olimpio Guarany


É inquestionável que o Brasil desponta, no século 21, com a força de uma economia emergente. Mas para se destacar no mercado global é indispensável que haja um planejamento, de curto e longo prazos; com investimentos na instalação de um sistema logistico capaz de atender a demanda, tanto da produção que entra quanto da que sai do país.
É dentro dessa análise que eu incluo o Amapá como importante alternativa para a conexão entre os mercados do Brasil e do Exterior.

Devido a sua localização estratégica, o Amapá é uma das principais opções para as rotas de navegação internacional para estabelecer ligações com os mercados do Caribe, América do Norte, União Européia e Asia.

Até a década de 80, o Amapá era um estado praticamente sem perspectivas. Nosso porto que, aliás, era controlado e administrado pelo governo do Pará, atendia inicialmente a empresa Amcel que exportava o cavaco. Atualmente, além do cavaco, pasta de celulose e outros produtos derivados de madeira, o porto é utilizado predominantemente para transporte de cromita, manganês, biomassa e minério de ferro.
Num futuro breve, o porto de Santana se tornará um importante polo para escoamento da produção de grãos do Centro-Oeste brasileiro.
Para tanto empresas vindas de lá já iniciaram a construção de suas instalações visando armazenar e depois exportar as commodities agricolas, especialmente do norte do Mato Grosso.

Mais do que servir de entreposto, a área do porto e da ilha de Santana possui áreas destinadas às instalações de industrias de transformação que produzirão adubo, ração e produtos derivados da soja para atender o mercado interno amapaense.
Algumas vantagens competitivas devem ser levadas em conta na hora de avaliar o porto de Santana como instrumento de desenvolvimento econômico do Amapá. É de fácil acesso;  possui um terminal de conteiners com capacidade para armazenar cerca de 1.000 unidades; possui um cais com duzentos metros de extensão,
profundidade de doze metros e um berço próprio para navios tipo Panamax para cerca de 60 mil toneladas. Um segundo cais, com 150 metros de extensão e onze metros de profundidade, tem um berço que atende às navegações de longo curso e de cabotagem.

Atualmente o porto de Santana está conectado às rotas internacionais. Isso facilitou, em muito, a vida, especialmente dos nossos comerciantes da Área de Livre Comércio. Antes, as mercadoria importadas entravam pela foz do Amazonas, seguiam até Belém onde era feito o transbordo para as balsas e só depois retornavam pra cá. Além de diminuir o tempo do transporte, os custos foram reduzidos significativamente, algo em torno de 50% do valor que se pagava antes.

Considerando toda a estrutura existente e o planejamento para sua ampliação, já contemplado no PAC do governo federal, o porto de Santana poderá se transformar numa das maiores ferramentas para alavancar o nosso desenvolvimento. Se essa vocação for bem explorada, podemos nos  transformar num importante elo na rede logistica do comércio internacional, e atender, a baixo custo, as necessidades de escoamento de produtos pela calha do rio Amazonas.
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Olimpio Guarany é jornalista, economista, publicitário e professor universitário.

Um comentário:

Mário Oliveira disse...

Até a década de 80, o Amapá era um estado praticamente sem perspectivas.

Boa tarde caro Olimpio

Você ao mesmo tempo que afirma um estado sem perspectiva até a década de 80, se contradiz ao afirmar que o porto é utilizado para o embarque de cromita, manganês, biomassa, minério de ferro, produtos derivado da madeira.

Veja bem! Os reinvestimentos da ICOMI, até hoje é a base da economia no nosso Estado. A empresa foi embora mais ainda continua o que aqui foi plantado.
Dizer que o estado até a década de 80 era sem perspectiva é muita burrice de sua parte. Vai ler história, vai pesquisar meu chapa...Como sempre, colocando nossa história no lixo...Se manca...Muda de profissão!

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