segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2012, o ano perdido




Olimpio Guarany

Quem apostou que o mundo acabaria ao final deste ano, quebrou a cara. Sabe-se lá quem disse que os Maias previram o fim do mundo. O certo é que atribuiram àquela civilização avançada que existiu na América Central, a previsão que não se concretizou.
Trazendo para nossa realidade,  não precisou acabar o mundo para constatarmos que em 2012 passamos por um verdadeiro inferno astral.
Mesmo chegando salvos , precisamos refletir sobre o que vivemos nesse segundo ano do atual Governo. Um periodo em que se registrou um retrocesso politico e econômico, a começar pelo estremecimento das relações com os demais poderes e com parte da sociedade, para sermos benevolentes na avaliação.
Foi o ano em que o Governo litigou com diversas categorias, cruciais para o andamento e conquista da paz social. O embate com os professores provocou um prejuizo sem precedentes para alunos, pais, professores e para boa parte da sociedade.O estrangulamento do ano letivo comprometeu, certamente, a qualidade do ensino.
O choque com os médicos causou um estrago indimensionável, especialmente para quem precisa do atendimento da rede pública. Em meio a crise, veio à tona uma enxurrada de denúncias que revelaram o descalabro na saúde publica do Amapá.
O Estado como principal indutor da economia, força motora capaz de mover grande parte do sistema economico estadual, falhou no planejamento e execução orçamentária-financeira. Atrasos de toda ordem, deixaram fornecedores, principalmente pequenos e médios, sem receber o que resultou na ruptura e comprometimento de determinados serviços considerados essenciais. 
A falta de capacidade de gestão em diversos segmentos, frustrou a expectativa de quem depende e dos que esperavam tanto do atual Governo. 
A primeira reforma anunciada pelo governador Camilo Capiberibe criou muita expectativa, mas foi timida diante da necessidade requerida para a mudança de rumo. Para passar nesse gargalo, no pouco tempo que resta para  o atual Governo , seriam necessárias medidas, talvez, radicais.
O balanço, a grosso modo, é negativo e  foi capitalizado pela dobradinha PSB-PT, responsável pelo Governo Estadual que acabou acumulando um desgaste politico imensurável.
Ademais,  que nos salvemos todos em 2013.
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Olimpio Guarany é jornalista, economista, publicitário e professor universitário.

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