sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Sinuca de Bico

Olimpio Guarany


Terminou o primeiro turno e se classificaram Roberto Góes (PDT) e Clécio Luis (PSOL). A corrida do segundo turno já começou e se encerra dia 28. Estamos diante de uma nova eleição. Para alguns especialistas começa-se do zero. Mas se for na matemática e considerando que os que votaram em Roberto e Clécio repetirão seus votos, a briga no segundo turno é pelo nicho de 33% dos eleitores que votaram nos outros candidatos, mantendo essa variavel constante, ou seja, que todos voltem às urnas e repitam a votação do primeiro turno.
Mas, como conquistar a maioria daqueles que não votaram em nenhum dos dois que seguem na disputa? Eis a grande questão.
Nesta primeira semana a corrida pelo apoio dos que ficaram de fora é decisiva. O PSB que levou cerca de 16% dos votos, revelando um desgaste do tamanho do mundo, considerando o peso eleitoral historico do partido, quer participar. Ao menos foi o que disse o governador Camilo, domingo, sinalizando que, a quem o PSB apoiar poderá compor a nova fase de seu governo, sem pruridos. Sem pruridos? Parece que sim. Ao responder uma pergunta com a afirmativa do reporter, “mas com Roberto não”. Ao que respondeu Camilo “não excluo ninguém”.  Teria Camilo  começado a repensar o seu governo após a fragorosa derrota de sua candidata Cristina? Pouco provavel. Talvez fosse cedo demais. Ficou muito subjetivo.
O certo é que o eleitor do PSB pode ajudar a decidir a eleição no segundo turno.
E os outros? Davi que conquistou um bom nicho eleitoral pode ser o fiel da balança. É o tipo do perfil que se enquadra nos dois lados. O discurso de Davi se encaixa tanto à esquerda com Clécio quanto ao centro com Roberto. Foi um candidato que não bateu em ninguém. Andou dando uma beliscadas em Roberto, mas nada que com prometesse, afinal ele também estava disputando a mesma cadeira. Milhomem que teve pouco menos de 2% tem lá o seu peso, o Genival muito mais, por causa dos seus quase 4%. Resumo: Não dá para desprezar ninguém. A porca só vai torcer o rabo na dos fechamentos dos acordos e, a partir de sábado, nos programas eleitorais, vamos ver quem vai botar a cara na tela pra dizer quem apoia quem.
E se projetarmos para 2014? Ai é sinuca de bico para o PSB que está no Governo. Se apoiar o Clécio e ele se eleger, corre o risco de ter Randolfe como adversário; se apoiar Roberto, mesmo que seja na surdina, terá que enfrentar Waldez. Será que o partido vencedor da eleição deste ano vai abrir mão da disputa pelo governo em 2014?

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