segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Artigo de Olimpio Guarany em A Gazeta, 26.08.2012


Campanha eletrônica

Olimpio Guarany

Fechamos a primeira semana da campanha eleitoral para prefeito e vereadores através da midia eletrônica, rádio e TV.
No geral os programas foram mornos. Como sempre ocorre , nesses primeiros dias, os candidatos se detiveram a abordar a sua trajetória de vida. Nesses momentos tentam sensibilizar o eleitor e mostrar o quão foi dificil chegar aonde estão.
O mais chato disso tudo é que alguns exageram. Exemplo tipico foi a candidata do PSB Cristina Almeida que chorou na primeira aparição. Pior é que ela foi mal dirigida e não passou como verdadeiro. Aliás, foi motivo de chacota em algumas rodas de conversas politicas. Milhomem do PCdoB pareceu aquele comunista pós didatura que perdeu o charme de ser vermelho. Ficou meio sem sal ao querer parecer o Milhomizinho paz e amor, com voz macia e cara de bonzinho. Roberto tentou aplicar vacina para deter os adversários interessados  em requentar temas que lhe são desagradáveis.  O Davi ficou mais na biografia, mas passou sinceridade com cara limpa. Entretanto deu pra notar que ele gravou de improviso, o que é um perigo do tamanho do mundo. O Clécio apareceu com olheira - não custava nada  uma produçãozinha de maquiagem - e não estava com a mesma cara da pré campanha. O Genival Cruz não fugiu a formula de anos anteriores usada pelo PSTU e foi logo soltando os cachorros pra cima dos adversários.
Nesta segunda feira, se inicia a segunda semana dos programas de TV e rádio. Vamos ver o que os marqueteiros estão bolando para convencer os eleitores. Nessa segunda fase, periodo em que começam a se aprofundar nas propostas, é bom tomar cuidado com as promessas. Já temos história de candidato que prometeu mundos e fundos, o céu e a terra, e acabou com um dos últimos colocados. Fazer campanha se utilizando de muita tecnologia, apresentando soluções virtuais, pode ser uma faca de dois gumes. O eleitor está ligado e de olhos bem abertos. Foi-se o tempo em que o candidato chegava, prometia o que não podia fazer e o eleitor acreditava e votava. Isso acabou.

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