segunda-feira, 12 de março de 2012

Olhos atentos

Olimpio Guarany
Todos esses recursos previstos nas licitações com suspeita de fraude e canceladas são provenientes de uma grande operação de crédito realizada pelo Governo do Estado junto ao BNDES. O montante gira em torno  de  R$ 700 milhões. Esses recursos são vinculados a um Plano de Investimentos em obras de infra estrutura e saneamento. Ao que se sabe,  entre outras, destacam-se a urbanização do canal da Mendonça Junior, o mercado do Perpetuo Socorro e um conjunto habitacional no Congós bem como a urbanização de uma área de ressaca também naquele bairro. Esse grande Plano foi gestado ainda no governo de Waldez Góes. Para tomar emprestado um volume tão grande recursos, o governo do Estado precisaria de autorização da Assembléia Legislativa. No primeiro momento, por circunstâncias politicas, a Assembléia “mordeu” na corda e não aprovou. Em outra ocasião  acabou votando e aprovando.
O que precisa ficar claro para a população é que todo esse dinheiro não é a fundo perdido, como se fosse um convênio em que o Governo Federal repassa os recursos e o GEA não precisa pagar. Essa é uma operação de crédito, é um empréstimo, com juros e correção. Esse dinheiro terá que voltar ao BNDES em forma de pagamento parcelado por alguns anos. Isso quer dizer que temos que pagar. Portanto, é necessário que os deputados, o Ministério Público Federal, já que é verba federal, e a população fiscalizem. O Governo do Estado tem a obrigação de informar com transparência à população já que isso é uma divida que terá que ser arcada pelo povo.
Evitar que a corrupção corroa esse dinheiro é indispensável, sob pena de termos que pagar duas vezes, uma na forma financeira com todos os encargos e outra por não termos a obras, se o dinheiro se esvair pelo ralo. Fiquemos de olho!

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